domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cena de atropelamento em passeata no Rio Grande do Sul


Massa Critica é um movimento que prega a utilização de bicicletas como forma de transporte ecologicamente correto. A manifestação havia sido na sexta feira quando o motorista do Golf preto acelera e atropela vários ciclistas.
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O mais trágico e a policia tentar trabalhar na hipótese que os atropelamentos não foram intencionais. O Dono do carro já foi identificado, Ricardo José Neif, porém esta foragido.

As cenas são fortes.



Via Não Salvo
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Limite da Ética - A Sombra de Kevin Carter

Existem certas discussões que me incomodam. Eu vi o vídeo abaixo falando sobre o limite ético entre a ajuda a quem precisa e a omissão pela foto. Eu não consigo compreender esse tipo de discussão. Uma foto pode mobilizar grandes mudanças? Uma imagem pode contribuir para se alterar uma realidade? Uma foto vale a vida de uma pessoa?

Apesar de ser um curta o vídeo acima ele me fez lembrar a história de Kevin Carter que tirou a foto de uma menina faminta morrendo de fome e com um urubu a espera. Será que nada o motivou a pegar a menina e tentar salvar sua vida? A foto ganhou um Prêmio Pulitzer. O que essa foto ajudou a mudar a realidade dessas pessoas? Valeu o sacrifício?

Existe uma série de ressalvas quando se trabalha como foto jornalista em áreas de risco. A necessidade de se registrar os acontecimentos pode influenciar decisões políticas e comover toda uma sociedade em prol de uma mudança necessária. Mas qual é o limite entre o registro e a omissão? Kevin Carter não conseguiu segurar o peso desse dilema.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Memorial da Resistência


Eu estava vendo uma palestra no Fórum Mundial de Educação, realizado em 2004 no Anhembi quando ouvi essa história pela primeira vez. Não me lembro do nome do palestrante, mas suas palavras nunca mais me deixaram. Foram mais ou menos assim.

“Eu estava lá quando Frei Tito havia sido preso. Eu me lembro do policial que o interrogara dando uma dura nele. Era possível ouvir seus gritos e lamurias da cela onde nós estávamos. Quando o chefe da carceragem chegou querendo dar uma lição de moral em Tito. ‘Como o senhor, um homem de Deus, um padre, pode tentar o suicídio? Mais do que todos os outros você sabe que suicídio é um pecado grave. ’ Em uma breve pausa e um respirar profundo, ele responde ‘Não estava tentando tirar minha vida por não agüentar a dor. Estava tentando tirar minha vida por temer pela vida de meus companheiros. Pois se eu perder a lucidez durante esse martírio e disser seus nomes, eu sei que eles vão morrer aqui nesse lugar.”

Era com a voz sofrida e digna que o palestrante contava sobre esses fatos de um passado que não podíamos deixar de lado. Lembro que o próprio Frei Beto se encontrava na mesa dos palestrantes e a emoção contagiava.

Visitar o memorial da resistência recria grande parte dessas emoções e sensações. Antigo local de prisão do DEOPS durante a ditadura militar na década de 60 (e também pelas torturas sofridas por centenas de pessoas que lutaram bravamente contra o regime militar), hoje o espaço abriga uma exposição sobre os anos de chumbo da política brasileira, com direito a palestras e debates que contam à história que muitos tentam calar.

Parada obrigatória para todos que hoje podem expressar livremente suas idéias sem terem medo de ser presos pelas coisas que acreditam.

Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz


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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

MUSEU AFRO BRASILEIRO


É difícil andar por essa exposição e não se impressionar com um mundo tão diversificado e diferente de nossa cultura e ao mesmo tempo tão próximo a nós. O museu afro é o local de aproximação com as origens da maior parte da população brasileira e mesmo assim são poucos aqueles que o conhecem.

Como acontece com a maior parte dos museus, o acervo tem suas origens em coleções particulares, no caso do Museu Afro especificamente na coleção do escultor e colecionador Emanuel Alves de Araujo (hoje diretor do museu). Durante trinta anos ele se encarregou na aquisição de peças que representam a importância da população negra no conjunto de nossa sociedade.

São impressionantes as obras de metalurgia das diversas sociedades africanas, a religiosidade, o sincretismo, a opressão retratada nos objetos de tortura do período colonial escravista, as artes e as festividades que apresentam essas influências, as personalidades negras que fazem parte da memória e da nossa história e que muitas vezes não possuem o devido reconhecimento de sua importância.

A visitação é de terça a domingo, das 10h as 17h. Entrada Gratuita.

Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº
Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega
Parque Ibirapuera - Portão 10
04094-050 - São Paulo – SP

Para maiores informações: www.museuafrobrasil.com.br

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Resgate de Dona Lair

Os videos não são novos, mas a comoção ainda é muito forte.


Aqui é a fala dela depois do incrível resgate.


Para aqueles que puderem ajudar, por favor o façam. Aqui vai alguns links:
Portal R7: Saiba como ajudar as vítimas das enchentes da região serrana do Rio de Janeiro
Jornal Extra: Chuvas no Rio – Saiba onde fazer doações para vítimas das enchentes no estado
O Globo: Saiba onde fazer doações para as vítimas das chuvas na Região Serrana do Rio
Bancos recebem doações a vítimas de enchentes no Rio
G1Globo: Na sua cidade

Indicação dos vídeos do Sendentários e links no Chongas
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O Pavilhão Japonês

 

Depois que você fizer seu passeio pela exposição da Água na Oca gaste mais um tempo e de uma passada no Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera.



Essa réplica do Palácio de Katsura foi construído em 1954 para as comemorações do 4º centenário da cidade de São Paulo. Com uma exposição de arte permanente, com obras datadas do séc. XI, o local merece ser visto pela beleza de sua arquitetura, seus jardins e seu largo de carpas que contornam a construção.

 
Ponto forte: O largo de carpas que são um espetáculo de cores a parte.
Ponto fraco: Aberto apenas as quartas feiras, sábados e domingos, não consegui informações sobre a possibilidade de excursões escolares ao local.
 

Maiores informações:
Tel:. (11) 5081 - 7296
 E-mail: pavilhao@bunkyo.org.br
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A exposição sobre Água na Oca

Nesse sábado fui visitar a exposição sobre a água. Achei fantástico a forma como os curadores abordaram o tema. Não é apenas uma exposição de obras artísticas sobre a água. É uma exposição que nos faz repensar nossas relações com esse recurso natural tão importante e o respeito que devemos ter com essa força da natureza.

Além de recriações virtuais de mangues, videos sobre a poluição e passeios por regiões abissais dos oceanos é possível se ver dimensões e percepções ampliadas do chamado planeta água. Sua importância e a forma inadequada com que a estamos lidando com esse recurso.

Em uma época grandes catástrofes ocorrem por causa da água (seja pelo excesso ou pela ausência), é importante lembrar que esses são problemas antigos e que são possíveis de serem evitados com políticas públicas e mudanças nas nossas formas de lidar com a água.

A exposição vai ficar até 8 de maio, a entrada custa R$ 20,00 (estudantes e professores com comprovantes pagam meia R$ 10,00). Menores de 7 e maiores de 60 anos com documento não pagam. Aposentados e portadores de deficiência pagam meia-entrada. No último domingo de cada mês a entrada é gratuita para todos os visitantes.

O agendamento para escolas é pelo telefone: 11 3883-9090 ou pelo email: exposicao@divertecultural.com.br. Escolas particulares pagam R$ 15,00 por aluno.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

UM PASSEIO DE TREM PELA HISTÓRIA


Eu havia pensado em começar as postagens sobre as visitas aos museus pelo Memorial do Imigrante, marco da história do processo de imigração das comunidades japonesas, italianas, alemãs, espanholas, portuguesas, libanesas e muitas outras etnias na virada do séc. XIX para o séc. XX.

Infelizmente o Memorial está fechado para reforma e não encontrei data de previsão para a sua reabertura. Fica para uma próxima postagem. Mas o passeio não foi perdido.

Ao final da rua Visconde de Parnaíba, ao lado do Memorial, o passeio de Maria fumaça continua funcionando graças aos membros da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF).

Vale a pena dar um pulo lá, se não for para tirar fotos vestindo roupas de época, o passeio mostra uma parte importante da história da imigração, que intrinsecamente esta ligada a história da São Paulo Railway Company (a chamada companhia dos ingleses).

O passeio é monitorado, custa R$ 6,00 por pessoa (crianças até 6 anos não pagam desde que se sentem no colo).   Possui duração de cerca de 30 minutos. Vocês poderão andar em uma das ultimas locomotivas a vapor em funcionamento no Estado de São Paulo. Fora essa locomotiva, parece que só existe a do passeio de Paranapiacaba.

Divirtam-se.

Memorial do Imigrante
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 - Mooca - São Paulo/SP
Fone: (11) 2692-1866 
Funcionamento: Terça a Domingo, das 10h às 17h.
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