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sexta-feira, 23 de março de 2012

sábado, 3 de setembro de 2011

“Escola Nova” Uma identidade em construção


“Fisicamente, habitamos um espaço, 
mas, sentimentalmente, 
somos habitados por uma memória.”
José Saramago

A EMEF Jardim Paulo VI começou as atividades em 2010. Nosso primeiro ano de vida foi bastante difícil, devido ao processo de adaptação dos alunos e de todos os profissionais da U.E., contudo a equipe escolar não titubeou frente às dificuldades e vem investindo em vários projetos para aproximar escola e comunidade.

Atendemos uma demanda que exige muita paciência, dedicação e criatividade para conciliar ensino, aprendizagem e protagonismo infanto-juvenil, em um ambiente que, apesar de novo, é marcado pelo modelo ideal de educação que perpassa o imaginário de quem atua diretamente no contexto escolar.

         Ao buscarmos entender todo o contexto de “construção” da identidade da nossa escola e ao refletir sobre o cenário da educação no Brasil, questões políticas, sociais e econômicas constituem-se como barreiras presentes no fazer pedagógico. Além disso, é possível perceber que nos últimos anos convivemos com várias mudanças educacionais, como a democratização do ensino público, que passa a garantir acesso e permanência a todos.

 Fachada Externa inicio de 2010

O atendimento a esses alunos, antes excluídos, bem como o avanço tecnológico das últimas décadas, vem inserindo a educação em um novo contexto, que passa a exigir do educador uma visão ampla do processo ensino-aprendizagem, levando-o a estudar, refletir e propor ações diferenciadas para a realização do trabalho pedagógico. 

       O desafio do trabalho com alunos provenientes de diferentes U.E.s do entorno, em variados níveis de aprendizagem, e sem vínculos com a escola nova, trouxe-nos um grande desafio, o investimento na construção da identidade, que vem sendo trabalhada constantemente com o empenho de toda comunidade escolar por meio da realização de projetos específicos.

Nesse sentido, Terezinha Azeredo Rios nos traz uma contribuição muito significativa ressaltando que “A identidade da escola vai sendo arquitetada no meio de que ela faz parte, com todos os segmentos que a compõem, levando-se em conta necessidades, crenças e valores. É uma identidade que se afirma na articulação com as outras instituições sociais – a família, a comunidade (1)”.

         Na busca pela construção da identidade escolar, muitas ações estão sendo realizadas, a fim de permitir a participação de alunos, educadores e comunidade, de modo a priorizar o desenvolvimento das competências e habilidades de leitura e escrita, condizentes com o Projeto da Rede Municipal de São Paulo, promovendo assim o ensino e a aprendizagem dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, por meio de atividades pontuais:
 
· Festa Junina e Mostra cultural - Tema África, Festa das Tradições Populares: Região Nordeste;
· Projetos - Jardinagem, Carnaval, Xadrez, Escolinha de Esportes, Campeonatos, Blog, Nas ondas do Rádio, etc;
· Estudos de Recuperação Paralela - Matemática;
· Implantação da Informática Educativa, Sala de Leitura, SAP e Laboratório de Ciências.

      Portanto, como mediador de aprendizagem, o professor se coloca como facilitador incentivador ou motivador da aprendizagem, segundo Masetto(2), buscando renovar planos e posturas para adequar às necessidades do fazer pedagógico, incentivando a capacidade de criar e produzir novos saberes, a partir da realidade dos alunos, despertando assim a curiosidade e o interesse à pesquisa, transformando o aprender em compreender.

        No início de agosto desse ano, realizamos a I Festa das Tradições Populares Brasileiras, focando a região nordeste, valorizando a origem de um número significativo de alunos de nossa U.E. O evento ocorrido em pleno sábado reuniu toda a comunidade escolar, para degustação de pratos típicos e apreciação de apresentações como a do frevo, da capoeira e da encenação do Bumba meu boi, protagonizadas pelos alunos da escola.

      O cordel, tema proposto pelos Cadernos de Apoio e Aprendizagem do 7º ano - LP, “coloriu” em preto e branco com as xilogravuras, o muro da escola pelas mãos dos alunos; além de “disciplinar” a “bagunça” com as sextilhas e regularidades dos versos cordelistas em apresentações orais e escritas.

 Exposição de Trabalhos EF I e II/ago 2011

A decoração da escola com motivos nordestinos tomou o lugar da “decoração” de fórmulas e textos, revelando que o ambiente escolar pode ser rico em criatividade e motivação. E se o tempo e o espaço forem bem aproveitados, a distância entre a escola que reclamamos e a escola com que sonhamos continuará a diminuir, transformando utopia em realidade. 

      Percebemos assim, que muito já avançamos neste período, porém outros desafios precisam ser transpostos. Nosso esforço tem sido no sentido de transformar a escola em espaço de convivência e aprendizagem, de forma a contemplar a diversidade, o respeito e a possibilidade de cada um e de todos, pois somos uma equipe que ainda acredita em mudanças – somos EDUCADORES – e a esperança por uma escola melhor caminha conosco.

Participantes da JEIF 2011.  
Fachada externa após a Festa/ago 2011


(1) Artigo publicado em Nova Escola Gestão Escolar, Ed. 005, Dezembro 2009/Janeiro 2010

(2) MORAN, José M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda Aparecida. Novas tecnologias e a mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.

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O artigo acima foi escrito pelos professores dos grupos de 
JEIF e pelas Coordenadoras Pedagógicas da EMEF Jd. Paulo VI

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Memorial da Resistência de São Paulo

Era Vargas (1930-1945): autoritarismo e repressão
Palestrante: Profa. Dra. Anita Leocádia Prestes
Dia 17 de setembro de 2011 (sábado), das 10h30 às 13h
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
 
Dando sequência aos Encontros de Aprofundamento Temático promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo, neste segundo evento destacaremos o contexto e as relações político-sociais do primeiro governo de Getúlio Vargas. Com o objetivo de adensar a compreensão, discutir e dialogar sobre o tema, apresentamos a palestra “Era Vargas (1930-1945): autoritarismo e repressão”, a ser proferida pela Profa. Dra. Anita Leocádia Prestes.
Anita Leocádia Prestes
Doutora em Economia Política pelo Instituto de Ciências Sociais (1975) e em História pela Universidade Federal Fluminense (1989). Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no qual coordena o projeto de pesquisa “Luiz Carlos Prestes e a política do PCB (1958-1990): uma abordagem comparativa”, e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.
 
Público-alvo: professores, educadores e estudantes universitários (graduação e pós-graduação)
Inscrições: 01 a 15 de setembro, somente pelos telefones (11) 3324.0943 ou 0944, com Valdir ou Heber (de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h30)
Entrada Franca
Haverá entrega de declarações de comparecimento aos interessados


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terça-feira, 30 de agosto de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sábados Resistentes


Governo de São Paulo
apresenta
no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
 
SÁBADO RESISTENTE
07 de maio de 2011, das 14h às 17h30
 
Fatos novos e revelações ajudam a esclarecer a verdade
 
O Atentado do Riocentro foi um frustrado ataque terrorista que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de30 de abril de 1981, por ocasião da realização de um show comemorativo dodia do Trabalhador  , com roteiro de Chico Buarque de Holanda e direção de Fernando Peixoto.
Um ato criminoso, que previa a explosão de bombas causando pânico e mortes entre os participantes, planejada por uma equipe do DOI-CODI, culminou com a morte do sargento Guilherme Pereira do Rosário e deixou o então capitão Wilson Dias Machado gravemente ferido.
Na ocasião, o governo culpou organizações radicais da esquerda. Mas essa versão não se sustentava diante das evidências das apurações independentes que indicaram que o atentado, considerado como ato terrorista, foi uma tentativa de setores mais radicais do próprio governo que queriam justificar uma nova onda de repressão, de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.
Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. Este Sábado Resistente analisa e discute esse atentado terrorista, cometido depois da promulgação da Lei de Anistia.
  
PROGRAMAÇÃO
 
14h00: Boas vindas – Kátia Felipini (Coordenadora Memorial da Resistência)
           Apresentação – Ivan Seixas (Presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória)
14h20: Exibição de trechos de entrevistas de autoridades militares sobre o caso
14h45: Palestras e debate - coordenação de Alípio Freire (jornalista e diretor do Núcleo Memória)
 
PARTICIPANTES 
Chico Otávio
Jornalista, repórter da editoria nacional do jornal Globo desde 1997; vencedor, por cinco vezes, do Prêmio Esso, um dos quais na categoria "Reportagem", pela reabertura em 1999 das investigações sobre o atentado ao Riocentro. Professor de Jornalismo da PUC-RJ e ex-dirigente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
 
Marlon Weichert
Procurador Regional da República, doutor em Direito do Estado e Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP.
 
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

SÁBADO RESISTENTE

Movimento estudantil de 1977 e a luta pela redemocratização
A retomada da luta nas ruas contra a ditadura militar aconteceu em vários estados do país a partir de 1977. Em São Paulo, as passeatas desafiavam o regime e exigiam a reconstrução da União Nacional de Estudantes - UNE. Neste contexto, o coronel Erasmo Dias, Secretário da Segurança do Estado na época, e, portanto, o representante do regime militar no Estado, foi o artífice da invasão à Pontifícia Universidade Católica - PUC no mês de setembro daquele ano. Este incidente serviu como o estopim do início do novo Movimento Estudantil, reforçando a resistência da sociedade contra o regime militar. Assistiremos ao documentário de 30 minutos chamado “Não se cala a consciência de um Povo”, produzido pelo setor de Comunicação da PUC, e ouviremos as experiências de representantes da liderança estudantil da época.    


PROGRAMAÇÃO

14h: Boas-Vindas – Kátia Felipini (Coordenadora - Memorial da Resistência de São Paulo)
Coordenação – Maurice Politi (Núcleo de Preservação da Memória Política/Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo)

14h30: Exibição do documentário “Não se cala a consciência de um povo” (30 min)

15h: Palestras e debate
 – Vera Paiva (Líder estudantil no ano de 1977, professora do Departamento de Psicologia Social da USP e coordenadora do NEPAIDS/USP – Núcleo de Estudos para a prevenção da AIDS)

– Paulo Moreira Leite (Líder estudantil no ano de 1977, jornalista desde os 17 anos, Editor da revista Época. Foi diretor de redação da revista Época e do jornal Diário de São Paulo, redator- chefe da Veja, correspondente em Paris e Washington).

 Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

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Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz – Auditório Vitae – 5º andar
12 de março de 2011, das 14h às 17h30
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Limite da Ética - A Sombra de Kevin Carter

Existem certas discussões que me incomodam. Eu vi o vídeo abaixo falando sobre o limite ético entre a ajuda a quem precisa e a omissão pela foto. Eu não consigo compreender esse tipo de discussão. Uma foto pode mobilizar grandes mudanças? Uma imagem pode contribuir para se alterar uma realidade? Uma foto vale a vida de uma pessoa?

Apesar de ser um curta o vídeo acima ele me fez lembrar a história de Kevin Carter que tirou a foto de uma menina faminta morrendo de fome e com um urubu a espera. Será que nada o motivou a pegar a menina e tentar salvar sua vida? A foto ganhou um Prêmio Pulitzer. O que essa foto ajudou a mudar a realidade dessas pessoas? Valeu o sacrifício?

Existe uma série de ressalvas quando se trabalha como foto jornalista em áreas de risco. A necessidade de se registrar os acontecimentos pode influenciar decisões políticas e comover toda uma sociedade em prol de uma mudança necessária. Mas qual é o limite entre o registro e a omissão? Kevin Carter não conseguiu segurar o peso desse dilema.
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