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sexta-feira, 16 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Memorial da Resistência de São Paulo
Era Vargas (1930-1945): autoritarismo e repressão
Palestrante: Profa. Dra. Anita Leocádia Prestes
Dia 17 de setembro de 2011 (sábado), das 10h30 às 13h
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
Dando sequência aos Encontros de Aprofundamento Temático promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo, neste segundo evento destacaremos o contexto e as relações político-sociais do primeiro governo de Getúlio Vargas. Com o objetivo de adensar a compreensão, discutir e dialogar sobre o tema, apresentamos a palestra “Era Vargas (1930-1945): autoritarismo e repressão”, a ser proferida pela Profa. Dra. Anita Leocádia Prestes.
Anita Leocádia Prestes
Doutora em Economia Política pelo Instituto de Ciências Sociais (1975) e em História pela Universidade Federal Fluminense (1989). Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no qual coordena o projeto de pesquisa “Luiz Carlos Prestes e a política do PCB (1958-1990): uma abordagem comparativa”, e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.
Público-alvo: professores, educadores e estudantes universitários (graduação e pós-graduação)
Inscrições: 01 a 15 de setembro, somente pelos telefones (11) 3324.0943 ou 0944, com Valdir ou Heber (de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h30)
Entrada Franca
Haverá entrega de declarações de comparecimento aos interessados
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sábado Resistente - Teatro e Resistência Política
Governo de São Paulo
apresenta
no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
SÁBADO RESISTENTE
2 de julho, das 14h às 17h30
Teatro e Resistência Política - Ontem e Hoje
Homenagem à Heleny Guariba aos 40 anos de seu desaparecimento
Homenagem à Heleny Guariba aos 40 anos de seu desaparecimento
Desde antes do golpe civil-militar de 1964, artistas, estudantes e intelectuais, unidos pelo objetivo de transformar o Brasil a partir da ação cultural, atuavam no CPC – Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes que, inspirado no pernambucano Movimento de Cultura Popular de Miguel Arraes, levou à população diversas manifestações artísticasvisando conscientizar as classes trabalhadoras a lutar pelas reformas de base e pela revolução social. Um dos principais nomesdeste movimento foi Oduvaldo Vianna Filho que, com sua obra "A mais-valia vai acabar, seu Edgar", encenada no Teatro Jovem do Rio de Janeiroem 1962, dá início ao que se chamou o teatro político de resistência.
Com o golpe de 1964 e o incêndio provocado no prédio da União Nacional de Estudantes, o CPC é intensamente reprimido e dá lugar a um movimento teatral de oposição ao regime. Um conjunto de dramaturgos, entre eles Giafrancesco Guarnieri, Carlos Estevam, Chico de Assis e Augusto Boal redigem textos que enfocam a repressão política, o papel da censura, o arrocho salarial, o milagre econômico, a supressão da liberdade, muitas vezes apelando para episódios históricos ou situações simbólicas e alegóricas.
A partir de 1969, com o Ato Institucional nº 5, a repressão e a censura ficam mais acirradas. Muitas peças são proibidas ou mutiladas. O espírito de resistência e denúncia vai unir, a partir de então, a classe teatral em assembléias, ciclos de leituras dramáticas e outras atividades.
Com a redemocratização do país em 1985, os textos políticos começam a abordar temas como a desigualdade social, a pobreza, as injustiças e a mercantilização do teatro.
O teatro de resistência continua até hoje e inúmeros grupos de jovens são os herdeiros dos combativos artistas dos anos da ditadura. Nesse Sábado Resistente, será abordado o papel que o teatro tem na conscientização dos valores ao respeito aos Direitos Humanos e aos Princípios Democráticos.
Também será feita uma homenagem à inesquecível companheira e diretora de teatro Heleny Ferreira Telles Guariba. Formada pelaUniversidade de São Paulo, fez inúmeros cursos de teatro na Europa, tendo regressado ao país em 1967 para dirigir o grupo de teatro de Santo André. Presa em março de 1970, foi solta um ano depois, por falta de provas contra ela. Quando se preparava para prosseguir na Europa sua carreira teatral, Heleny foi novamente presa e, desde então, está desaparecida. Segundo testemunhos de companheiros de prisão, entre elas Inês Etienne Romeu, ela foi vista pela última vez em julho de 1971, na famosa casa da morte de Petrópolis.
Para esta homenagem contaremos com a colaboração de atores e atrizes doNúcleoTeatral do184 que, dirigido por Dulce Muniz, encenarão alguns trechos da obra "Heleny, Heleny Doce Colibri", escrita pela própria Dulcee levada ao teatro no ano de 2006,ficando um ano em cartaz.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Katia Felipini (coordenadora do Memorial da Resistência)
Apresentação – Alípio Freire (diretor do Núcleo Memória)
14h30: Debate – O Teatro de Resistência – Ontem e Hoje
Moderadora – Dulce Muniz (Militante política desde sua juventude, Dulce é atriz, dramaturga e diretora do Núcleo
Teatral do 184, que tem sua sede na Praça Roosevelt)
Participantes:
Maria Sila Betti(Licenciada em Letras pela USP, onde defendeu o mestrado e doutorado sobre o teatro de Oduvaldo Vianna Filho. É professora assistente da Universidade de São Paulo, atuando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês – FFLCH/USP; é autora e tradutora de vários livros de teatro, fez parte de vários coletivos de teatro como orientadora).
Maria Cristina Castilho Costa (Livre-Docente em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, é coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura da USP e do Projeto Temático “Comunicação e Censura – Análise teórica e documental de processos censórios a partir do Arquivo Miroel Silveira” da ECA/USP; é autora do livro "Censura, Repressão e Resistência no Teatro Brasileiro").
Marcos Kaloy (Sociólogo formado pela USP, é ator, diretor e produtor cultural. Foi coordenador do Festival de Teatro de Campinas; entre as peças em que atuou, a de maior destaque foi a peça "Feliz Ano Velho")
João das Neves (Dramaturgo, diretor, ator e escritor, tem um currículo eclético que inclui prêmios como o Molière, Bienal Internacional de São Paulo, APCA, Golfinho de Ouro e Quadrienal de Praga. Dirigiu o teatro de rua do CPC da UNE até a sua extinção pelo golpe de 1964. Nesse mesmo ano foi um dos fundadores do Grupo Opinião)
16h30: Homenagem à Heleny Guariba
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Sábados Resistentes
Governo de São Paulo
apresenta
no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
SÁBADO RESISTENTE
07 de maio de 2011, das 14h às 17h30
Fatos novos e revelações ajudam a esclarecer a verdade
O Atentado do Riocentro foi um frustrado ataque terrorista que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de30 de abril de 1981, por ocasião da realização de um show comemorativo dodia do Trabalhador , com roteiro de Chico Buarque de Holanda e direção de Fernando Peixoto.
Um ato criminoso, que previa a explosão de bombas causando pânico e mortes entre os participantes, planejada por uma equipe do DOI-CODI, culminou com a morte do sargento Guilherme Pereira do Rosário e deixou o então capitão Wilson Dias Machado gravemente ferido.
Na ocasião, o governo culpou organizações radicais da esquerda. Mas essa versão não se sustentava diante das evidências das apurações independentes que indicaram que o atentado, considerado como ato terrorista, foi uma tentativa de setores mais radicais do próprio governo que queriam justificar uma nova onda de repressão, de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.
Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. Este Sábado Resistente analisa e discute esse atentado terrorista, cometido depois da promulgação da Lei de Anistia.
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Kátia Felipini (Coordenadora Memorial da Resistência)
Apresentação – Ivan Seixas (Presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória)
14h20: Exibição de trechos de entrevistas de autoridades militares sobre o caso
14h45: Palestras e debate - coordenação de Alípio Freire (jornalista e diretor do Núcleo Memória)
PARTICIPANTES
Chico Otávio
Jornalista, repórter da editoria nacional do jornal Globo desde 1997; vencedor, por cinco vezes, do Prêmio Esso, um dos quais na categoria "Reportagem", pela reabertura em 1999 das investigações sobre o atentado ao Riocentro. Professor de Jornalismo da PUC-RJ e ex-dirigente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
Marlon Weichert
Procurador Regional da República, doutor em Direito do Estado e Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP.
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
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quinta-feira, 3 de março de 2011
SÁBADO RESISTENTE
Movimento estudantil de 1977 e a luta pela redemocratização
A retomada da luta nas ruas contra a ditadura militar aconteceu em vários estados do país a partir de 1977. Em São Paulo, as passeatas desafiavam o regime e exigiam a reconstrução da União Nacional de Estudantes - UNE. Neste contexto, o coronel Erasmo Dias, Secretário da Segurança do Estado na época, e, portanto, o representante do regime militar no Estado, foi o artífice da invasão à Pontifícia Universidade Católica - PUC no mês de setembro daquele ano. Este incidente serviu como o estopim do início do novo Movimento Estudantil, reforçando a resistência da sociedade contra o regime militar. Assistiremos ao documentário de 30 minutos chamado “Não se cala a consciência de um Povo”, produzido pelo setor de Comunicação da PUC, e ouviremos as experiências de representantes da liderança estudantil da época.
PROGRAMAÇÃO
14h: Boas-Vindas – Kátia Felipini (Coordenadora - Memorial da Resistência de São Paulo)
Coordenação – Maurice Politi (Núcleo de Preservação da Memória Política/Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo)
14h30: Exibição do documentário “Não se cala a consciência de um povo” (30 min)
15h: Palestras e debate
– Vera Paiva (Líder estudantil no ano de 1977, professora do Departamento de Psicologia Social da USP e coordenadora do NEPAIDS/USP – Núcleo de Estudos para a prevenção da AIDS)
– Paulo Moreira Leite (Líder estudantil no ano de 1977, jornalista desde os 17 anos, Editor da revista Época. Foi diretor de redação da revista Época e do jornal Diário de São Paulo, redator- chefe da Veja, correspondente em Paris e Washington).
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.
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Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz – Auditório Vitae – 5º andar
12 de março de 2011, das 14h às 17h30
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
Memorial da Resistência
Eu estava vendo uma palestra no Fórum Mundial de Educação, realizado em 2004 no Anhembi quando ouvi essa história pela primeira vez. Não me lembro do nome do palestrante, mas suas palavras nunca mais me deixaram. Foram mais ou menos assim.
“Eu estava lá quando Frei Tito havia sido preso. Eu me lembro do policial que o interrogara dando uma dura nele. Era possível ouvir seus gritos e lamurias da cela onde nós estávamos. Quando o chefe da carceragem chegou querendo dar uma lição de moral em Tito. ‘Como o senhor, um homem de Deus, um padre, pode tentar o suicídio? Mais do que todos os outros você sabe que suicídio é um pecado grave. ’ Em uma breve pausa e um respirar profundo, ele responde ‘Não estava tentando tirar minha vida por não agüentar a dor. Estava tentando tirar minha vida por temer pela vida de meus companheiros. Pois se eu perder a lucidez durante esse martírio e disser seus nomes, eu sei que eles vão morrer aqui nesse lugar.”
Era com a voz sofrida e digna que o palestrante contava sobre esses fatos de um passado que não podíamos deixar de lado. Lembro que o próprio Frei Beto se encontrava na mesa dos palestrantes e a emoção contagiava.
Visitar o memorial da resistência recria grande parte dessas emoções e sensações. Antigo local de prisão do DEOPS durante a ditadura militar na década de 60 (e também pelas torturas sofridas por centenas de pessoas que lutaram bravamente contra o regime militar), hoje o espaço abriga uma exposição sobre os anos de chumbo da política brasileira, com direito a palestras e debates que contam à história que muitos tentam calar.
Parada obrigatória para todos que hoje podem expressar livremente suas idéias sem terem medo de ser presos pelas coisas que acreditam.
Parada obrigatória para todos que hoje podem expressar livremente suas idéias sem terem medo de ser presos pelas coisas que acreditam.
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
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