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quinta-feira, 3 de abril de 2014

MORRE JACQUES LE GOFF


Andrei Netto - Paris - O Estado de S.Paulo

Uma das maiores autoridades mundiais em Idade Média, o historiador francês Jacques Le Goff, faleceu na segunda-feira, aos 90 anos, informou ontem a sua família. Autor de mais de 40 livros, entre os quais Uma Longa Idade Média (2004), Le Goff foi escolhido onze vezes doutor honoris causa na Europa e no Oriente Médio por ter se tornado uma referência incontornável em seu domínio de estudos. Daqui para a frente, ele próprio fará parte da História.

Nos últimos anos de sua vida, embora sua saúde se degenerasse, continuava ativo e lúcido, trabalhando em seu escritório, sempre cercado de milhares de livros. Entre fontes bibliográficas e documentos que compunham seu espaço de trabalho, Le Goff parecia seguir à risca uma constatação de Marc Bloch que se tornara célebre: “O bom historiador é como o ogro da lenda. Onde ele cheira a carne humana, ele sabe que lá está o seu jogo”.

Caçando lendas, Le Goff, fundamentou sua grande linha de pensamento: a de que a Idade Média não fora uma era de obscurantismo, como se imagina. Essa revolução quebrou a lógica moderna, que ao longo dos séculos transformara o termo “medieval” em um adjetivo pejorativo.

Romper com essa linha de pensamento foi possível a partir dos anos 1920, quando a célebre Escola dos Annales, o movimento liderado por Lucien Febvre e Marc Bloch, passou a adotar métodos pluridisciplinares na pesquisa historiográfica. Le Goff, ao lado de outro francês, Pierre Nora, foi responsável pela “terceira onda” dessa escola, lançando nos anos 1970 a chamada Nova História. Essa corrente amplificou os horizontes da disciplina, focando sua atenção no imaginário, na “história das mentalidades” – ou seja, na forma de pensar, de agir, de viver, individual e coletiva, de cada tempo e sociedade.

O historiador, a partir de então, renovou seu papel, buscando inspiração na antropologia para fundamentar interpretações e análises mais vastas, o que lhe permitiu romper clichês. Como o holandês Johan Huizinga o fizera no início do século 20, Le Goff viu na Idade Média muito mais do que doenças, miséria, ódio, guerras e opressão – como sugeriu o poeta italiano Francesco Petrarca, ainda no século 14, ou o fizeram humanistas do século 16 e filósofos do 18. Ser medieval, sustentou Le Goff ao longo de sua obra, também foi sinônimo de alegria, de idealismo, de arte e de amor.

Essa visão da história foi deixada pelo francês em livros como A Civilização do Ocidente Medieval (1964), O Nascimento do Purgatório (1981) e O Imaginário Medieval (1985). Nestes e em outros livros, sua mais importante contribuição foi a consistência e a profundidade com que desmistificou a Idade Média, desenvolvendo uma análise relativista sobre o período, que incluiu revoluções sociais e intelectuais pouco conhecidas ou menosprezadas nos nossos dias.

“Eu fui voluntariamente provocador ao falar de uma longa Idade Média que se prolongou até o século 18. Continuo a pensar que há uma certa verdade na ideia de que a Idade Média vai até o fim do século 18, se observamos aspectos essenciais, como a fome, as pestes, a indústria – a economia capitalista do século 18 é uma grande virada”, disse Le Goff em entrevista ao Estado em outubro de 2010. “Mas, mesmo que consideremos que o fim da Idade Média acontece no fim do século 15, ela não era decadente, não era triste, mas sim soberba, até exagerada.”

Le Goff viveu até seus últimos dias em um apartamento de classe média no 19º distrito de Paris, nordeste da cidade, onde se situam os antigos bairros operários da capital, ainda hoje mais populares. Tratava-se, reconheceu ele, de um sinal de seu engajamento político – o historiador se considerava um “moderado de esquerda”.

Em uma segunda entrevista ao Estado, o historiador revelou também uma refinada capacidade de análise sobre a realidade contemporânea internacional. Sobre a crise financeira global, por exemplo, afirmou: “O sistema capitalista está em um estado de decomposição e de esclerose. O sistema socioeconômico, que já podíamos não amar, cedeu seu lugar a uma dominação dos bancos – no mundo inteiro e inclusive nos Estados Unidos. Essa dominação é quase um gangsterismo financeiro”.

Na mesma entrevista, demonstrou que chegara ao final de sua vida com um quê de decepção: “Tenho 86 anos, e o que marca meu espírito é a desesperança, porque vejo perspectiva de melhora enquanto for vivo”.

Via Estado de São Paulo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Engenheiro tem nova teoria de como as pirâmides foram construidas

Existem várias teorias de como as piramides de Gizé foram erguidas. Sua construção sempre chamou a atenção de todos pelo tamanho e a perfeição com a qual os blocos de pedra de toneladas foram colocados de forma tão perfeita.

Vários documentários já foram produzidos teorizando o processo de construção e a grandiosidade da obra.

O Engenheiro Peter James lança uma nova teoria de como o processo de construção deve ter ocorrido.

Quem sabe ele tenta por a teoria dele a prova.

Vi no blog Peperonni


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Arqueólogos descobrem tumba de faraó que reinou no Egito há 3.800 anos


Sarcófago do soberano Sobekhotep Ier, faraó da 13ª dinastia do Antigo Egito, pesa mais de 600 toneladasFoto: AFP
Uma equipe de arqueólogos americanos identificou uma tumba de 3.800 anos como sendo a de Sobekhotep Ier, um faraó da 13ª dinastia do Antigo Egito, indicou nesta segunda-feira o ministério egípcio das Antiguidades.
Esta descoberta, realizada na localidade de Sohag (sul), é importante, já que os especialistas pouco sabiam sobre este faraó que "governou o Egito durante quatro anos e meio, o reinado mais longo da época", declarou uma autoridade do ministério, Ayman El-Damarani.
A equipe americana da Universidade da Pensilvânia descobriu há um ano o imponente sarcófago do soberano, que pesa mais de 600 toneladas.
Contudo, os arqueólogos só o identificaram há uma semana, após a descoberta de uma inscrição com o seu nome e o representando sentado no trono.

Urnas funerárias e objetos pertencentes ao faraó também foram encontrados no local.

Via Terra Noticias

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Memorial da Resistência de São Paulo

Era Vargas (1930-1945): autoritarismo e repressão
Palestrante: Profa. Dra. Anita Leocádia Prestes
Dia 17 de setembro de 2011 (sábado), das 10h30 às 13h
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
 
Dando sequência aos Encontros de Aprofundamento Temático promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo, neste segundo evento destacaremos o contexto e as relações político-sociais do primeiro governo de Getúlio Vargas. Com o objetivo de adensar a compreensão, discutir e dialogar sobre o tema, apresentamos a palestra “Era Vargas (1930-1945): autoritarismo e repressão”, a ser proferida pela Profa. Dra. Anita Leocádia Prestes.
Anita Leocádia Prestes
Doutora em Economia Política pelo Instituto de Ciências Sociais (1975) e em História pela Universidade Federal Fluminense (1989). Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no qual coordena o projeto de pesquisa “Luiz Carlos Prestes e a política do PCB (1958-1990): uma abordagem comparativa”, e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.
 
Público-alvo: professores, educadores e estudantes universitários (graduação e pós-graduação)
Inscrições: 01 a 15 de setembro, somente pelos telefones (11) 3324.0943 ou 0944, com Valdir ou Heber (de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h30)
Entrada Franca
Haverá entrega de declarações de comparecimento aos interessados


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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sábado Resistente - Teatro e Resistência Política

 
Governo de São Paulo
apresenta
no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
 
SÁBADO RESISTENTE
2 de julho, das 14h às 17h30
Teatro e Resistência Política - Ontem e Hoje
Homenagem à Heleny Guariba aos 40 anos de seu desaparecimento
Desde antes do golpe civil-militar de 1964, artistas, estudantes e intelectuais, unidos pelo objetivo de transformar o Brasil a partir da ação cultural, atuavam no CPC – Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes que, inspirado no pernambucano Movimento de Cultura Popular de Miguel Arraes, levou à população diversas manifestações artísticasvisando conscientizar as classes trabalhadoras a lutar pelas reformas de base e pela revolução social. Um dos principais nomesdeste movimento foi Oduvaldo Vianna Filho que, com sua obra "A mais-valia vai acabar, seu Edgar", encenada no Teatro Jovem do Rio de Janeiroem 1962, dá início ao que se chamou o teatro político de resistência.
Com o golpe de 1964 e o incêndio provocado no prédio da União Nacional de Estudantes, o CPC é intensamente reprimido e dá lugar a um movimento teatral de oposição ao regime. Um conjunto de dramaturgos, entre eles Giafrancesco Guarnieri, Carlos Estevam, Chico de Assis e Augusto Boal redigem textos que enfocam a repressão política, o papel da censura, o arrocho salarial, o milagre econômico, a supressão da liberdade, muitas vezes apelando para episódios históricos ou situações simbólicas e alegóricas.
A partir de 1969, com o Ato Institucional nº 5, a repressão e a censura ficam mais acirradas. Muitas peças são proibidas ou mutiladas. O espírito de resistência e denúncia vai unir, a partir de então, a classe teatral em assembléias, ciclos de leituras dramáticas e outras atividades.
Com a redemocratização do país em 1985, os textos políticos começam a abordar temas como a desigualdade social, a pobreza, as injustiças e a mercantilização do teatro.
O teatro de resistência continua até hoje e inúmeros grupos de jovens são os herdeiros dos combativos artistas dos anos da ditadura. Nesse Sábado Resistente, será abordado o papel que o teatro tem na conscientização dos valores ao respeito aos Direitos Humanos e aos Princípios Democráticos.
Também será feita uma homenagem à inesquecível companheira e diretora de teatro Heleny Ferreira Telles Guariba. Formada pelaUniversidade de São Paulo, fez inúmeros cursos de teatro na Europa, tendo regressado ao país em 1967 para dirigir o grupo de teatro de Santo André. Presa em março de 1970, foi solta um ano depois, por falta de provas contra ela. Quando se preparava para prosseguir na Europa sua carreira teatral, Heleny foi novamente presa e, desde então, está desaparecida. Segundo testemunhos de companheiros de prisão, entre elas Inês Etienne Romeu, ela foi vista pela última vez em julho de 1971, na famosa casa da morte de Petrópolis.
Para esta homenagem contaremos com a colaboração de atores e atrizes doNúcleoTeatral do184 que, dirigido por Dulce Muniz, encenarão alguns trechos da obra "Heleny, Heleny Doce Colibri", escrita pela própria Dulcee levada ao teatro no ano de 2006,ficando um ano em cartaz.
 
PROGRAMAÇÃO
14h00: Boas vindas – Katia Felipini (coordenadora do Memorial da Resistência)
           Apresentação – Alípio Freire (diretor do Núcleo Memória)
14h30: Debate – O Teatro de Resistência – Ontem e Hoje
          Moderadora – Dulce Muniz (Militante política desde sua juventude, Dulce é atriz, dramaturga e diretora do Núcleo
                                         Teatral do 184, que tem sua sede na Praça Roosevelt)
Participantes: 
Maria Sila Betti(Licenciada em Letras pela USP, onde defendeu o mestrado e doutorado sobre o teatro de Oduvaldo Vianna Filho. É professora assistente da Universidade de São Paulo, atuando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês – FFLCH/USP; é autora e tradutora de vários livros de teatro, fez parte de vários coletivos de teatro como orientadora).
Maria Cristina Castilho Costa (Livre-Docente em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, é coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura da USP e do Projeto Temático “Comunicação e Censura – Análise teórica e documental de processos censórios a partir do Arquivo Miroel Silveira” da ECA/USP; é autora do livro "Censura, Repressão e Resistência no Teatro Brasileiro").
Marcos Kaloy (Sociólogo formado pela USP, é ator, diretor e produtor cultural. Foi coordenador do Festival de Teatro de Campinas; entre as peças em que atuou, a de maior destaque foi a peça "Feliz Ano Velho")
João das Neves (Dramaturgo, diretor, ator e escritor, tem um currículo eclético que inclui prêmios como o Molière, Bienal Internacional de São Paulo, APCA, Golfinho de Ouro e Quadrienal de Praga. Dirigiu o teatro de rua do CPC da UNE até a sua extinção pelo golpe de 1964. Nesse mesmo ano foi um dos fundadores do Grupo Opinião)
 
16h30: Homenagem à Heleny Guariba 
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Cérebro Masculino e o Cérebro Feminino

Eu havia recebido essa imagem como "Manual para entender as Mulheres". Isso é uma farsa pois não pode ser tão simples assim. Mas o vídeo abaixo finalmente consegue trazer uma luz de compreenção para essa histórica questão entre o sexo frágil e as mulheres...

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Dica da Claubeck

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sábados Resistentes


Governo de São Paulo
apresenta
no Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
Auditório Vitae – 5º andar
 
SÁBADO RESISTENTE
07 de maio de 2011, das 14h às 17h30
 
Fatos novos e revelações ajudam a esclarecer a verdade
 
O Atentado do Riocentro foi um frustrado ataque terrorista que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de30 de abril de 1981, por ocasião da realização de um show comemorativo dodia do Trabalhador  , com roteiro de Chico Buarque de Holanda e direção de Fernando Peixoto.
Um ato criminoso, que previa a explosão de bombas causando pânico e mortes entre os participantes, planejada por uma equipe do DOI-CODI, culminou com a morte do sargento Guilherme Pereira do Rosário e deixou o então capitão Wilson Dias Machado gravemente ferido.
Na ocasião, o governo culpou organizações radicais da esquerda. Mas essa versão não se sustentava diante das evidências das apurações independentes que indicaram que o atentado, considerado como ato terrorista, foi uma tentativa de setores mais radicais do próprio governo que queriam justificar uma nova onda de repressão, de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.
Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. Este Sábado Resistente analisa e discute esse atentado terrorista, cometido depois da promulgação da Lei de Anistia.
  
PROGRAMAÇÃO
 
14h00: Boas vindas – Kátia Felipini (Coordenadora Memorial da Resistência)
           Apresentação – Ivan Seixas (Presidente do CONDEPE e do Núcleo Memória)
14h20: Exibição de trechos de entrevistas de autoridades militares sobre o caso
14h45: Palestras e debate - coordenação de Alípio Freire (jornalista e diretor do Núcleo Memória)
 
PARTICIPANTES 
Chico Otávio
Jornalista, repórter da editoria nacional do jornal Globo desde 1997; vencedor, por cinco vezes, do Prêmio Esso, um dos quais na categoria "Reportagem", pela reabertura em 1999 das investigações sobre o atentado ao Riocentro. Professor de Jornalismo da PUC-RJ e ex-dirigente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
 
Marlon Weichert
Procurador Regional da República, doutor em Direito do Estado e Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP.
 
Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

SOBREVIVENTES – Filhos da Guerra de Canudos


Eu estava procurando algo para trabalhar o contexto da Guerra de Canudos com os meus alunos (tentando evitar o filme do Sérgio Resende) quando me deparei com esse documentário. Eu simplesmente fiquei maravilhado com os depoimentos apaixonantes dos sobreviventes e descendentes daqueles que fizeram parte do movimento que estremeceu o movimento republicano no final do Século XIX.

Os relatos sofridos, as palavras surradas que remontam o conflito que melhor representou as relações entre o poder público e as camadas rurais mais pobres da sociedade brasileira. Os relatos possuem uma força natural que nos leva não apenas a uma compreensão daquilo que foi Canudos, mas principalmente daquilo que é Canudos nos dias de hoje.  Uma luta entre forças antagônicas, o governo com seus ideais modernizantes e um povo esquecido por Deus em uma terra árida, a lembrança dos perdedores e a força realizada para se apagar e denegrir o significado daquilo que foi Canudos e Antonio Conselheiro para o sertanejo nordestino.

Um filme produzido por Paulo Fontenelle e lançado em 2007, foi baseado na Obra de Flávio de Barros e de Evandro Teixeira, fotógrafos que haviam sido contratados pelo exército para cobrir a guerra. Imagens do nordeste que enchem os olhos com sua imensidão. 


Fica a dica. 
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quinta-feira, 3 de março de 2011

GRUPO DE ESTUDO - FOCAULT



A Professora Fabiana Jardim, do departamento de Sociologia da Educação da Faculdade de Educação da USP esta abrindo grupo de Estudo sobre Michel de Foucalt.

O grupo de estudos vai funcionar quinzenalmente, às 4ªs, das 18h às 19h30, no Bloco A, sala 106.
Este semestre, irão ocorrer oito sessões:
Março: 16 e 30
Abril: 13 e 27
Maio: 11 e 25
Junho: 8 e 22

Na próxima sessão, no dia 16/3, há dois textos para a discussão: "O sujeito e o poder" [1982] e o verbete Foucault [1984]. Ambos estarão disponiveis na xerox da Faculdade a partir de 6ª feira. Nessa sessão, escolheremos um dos cursos do Foucault para lermos ao longo do semestre - avaliamos que assim nem faremos discussões fragmentadas e nem enfrentaremos desde já a dura tarefa de ler todo um livro.

Para aqueles que não possam comparecer as quartas feiras, haverá a formação de uma turma as quintas feiras, mesmo horário, em semanas consecutivas as datas marcadas.

Qualquer dúvida ou informação, é só entrar em contato.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Memorial da Resistência


Eu estava vendo uma palestra no Fórum Mundial de Educação, realizado em 2004 no Anhembi quando ouvi essa história pela primeira vez. Não me lembro do nome do palestrante, mas suas palavras nunca mais me deixaram. Foram mais ou menos assim.

“Eu estava lá quando Frei Tito havia sido preso. Eu me lembro do policial que o interrogara dando uma dura nele. Era possível ouvir seus gritos e lamurias da cela onde nós estávamos. Quando o chefe da carceragem chegou querendo dar uma lição de moral em Tito. ‘Como o senhor, um homem de Deus, um padre, pode tentar o suicídio? Mais do que todos os outros você sabe que suicídio é um pecado grave. ’ Em uma breve pausa e um respirar profundo, ele responde ‘Não estava tentando tirar minha vida por não agüentar a dor. Estava tentando tirar minha vida por temer pela vida de meus companheiros. Pois se eu perder a lucidez durante esse martírio e disser seus nomes, eu sei que eles vão morrer aqui nesse lugar.”

Era com a voz sofrida e digna que o palestrante contava sobre esses fatos de um passado que não podíamos deixar de lado. Lembro que o próprio Frei Beto se encontrava na mesa dos palestrantes e a emoção contagiava.

Visitar o memorial da resistência recria grande parte dessas emoções e sensações. Antigo local de prisão do DEOPS durante a ditadura militar na década de 60 (e também pelas torturas sofridas por centenas de pessoas que lutaram bravamente contra o regime militar), hoje o espaço abriga uma exposição sobre os anos de chumbo da política brasileira, com direito a palestras e debates que contam à história que muitos tentam calar.

Parada obrigatória para todos que hoje podem expressar livremente suas idéias sem terem medo de ser presos pelas coisas que acreditam.

Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz


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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Pavilhão Japonês

 

Depois que você fizer seu passeio pela exposição da Água na Oca gaste mais um tempo e de uma passada no Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera.



Essa réplica do Palácio de Katsura foi construído em 1954 para as comemorações do 4º centenário da cidade de São Paulo. Com uma exposição de arte permanente, com obras datadas do séc. XI, o local merece ser visto pela beleza de sua arquitetura, seus jardins e seu largo de carpas que contornam a construção.

 
Ponto forte: O largo de carpas que são um espetáculo de cores a parte.
Ponto fraco: Aberto apenas as quartas feiras, sábados e domingos, não consegui informações sobre a possibilidade de excursões escolares ao local.
 

Maiores informações:
Tel:. (11) 5081 - 7296
 E-mail: pavilhao@bunkyo.org.br
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A exposição sobre Água na Oca

Nesse sábado fui visitar a exposição sobre a água. Achei fantástico a forma como os curadores abordaram o tema. Não é apenas uma exposição de obras artísticas sobre a água. É uma exposição que nos faz repensar nossas relações com esse recurso natural tão importante e o respeito que devemos ter com essa força da natureza.

Além de recriações virtuais de mangues, videos sobre a poluição e passeios por regiões abissais dos oceanos é possível se ver dimensões e percepções ampliadas do chamado planeta água. Sua importância e a forma inadequada com que a estamos lidando com esse recurso.

Em uma época grandes catástrofes ocorrem por causa da água (seja pelo excesso ou pela ausência), é importante lembrar que esses são problemas antigos e que são possíveis de serem evitados com políticas públicas e mudanças nas nossas formas de lidar com a água.

A exposição vai ficar até 8 de maio, a entrada custa R$ 20,00 (estudantes e professores com comprovantes pagam meia R$ 10,00). Menores de 7 e maiores de 60 anos com documento não pagam. Aposentados e portadores de deficiência pagam meia-entrada. No último domingo de cada mês a entrada é gratuita para todos os visitantes.

O agendamento para escolas é pelo telefone: 11 3883-9090 ou pelo email: exposicao@divertecultural.com.br. Escolas particulares pagam R$ 15,00 por aluno.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

UM PASSEIO DE TREM PELA HISTÓRIA


Eu havia pensado em começar as postagens sobre as visitas aos museus pelo Memorial do Imigrante, marco da história do processo de imigração das comunidades japonesas, italianas, alemãs, espanholas, portuguesas, libanesas e muitas outras etnias na virada do séc. XIX para o séc. XX.

Infelizmente o Memorial está fechado para reforma e não encontrei data de previsão para a sua reabertura. Fica para uma próxima postagem. Mas o passeio não foi perdido.

Ao final da rua Visconde de Parnaíba, ao lado do Memorial, o passeio de Maria fumaça continua funcionando graças aos membros da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF).

Vale a pena dar um pulo lá, se não for para tirar fotos vestindo roupas de época, o passeio mostra uma parte importante da história da imigração, que intrinsecamente esta ligada a história da São Paulo Railway Company (a chamada companhia dos ingleses).

O passeio é monitorado, custa R$ 6,00 por pessoa (crianças até 6 anos não pagam desde que se sentem no colo).   Possui duração de cerca de 30 minutos. Vocês poderão andar em uma das ultimas locomotivas a vapor em funcionamento no Estado de São Paulo. Fora essa locomotiva, parece que só existe a do passeio de Paranapiacaba.

Divirtam-se.

Memorial do Imigrante
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 - Mooca - São Paulo/SP
Fone: (11) 2692-1866 
Funcionamento: Terça a Domingo, das 10h às 17h.
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Visita aos museus de São Paulo


No final do ano passado eu tive a idéia insana de visitar todos os museus de São Paulo. O que eu não havia me dado conta é que São Paulo possui uma quantidade imensa dessas instituições e eu havia ficado perdido sem saber por onde começar.

É importante perceber que a existência dessa grande quantidade de museus vem bater de frente com um problema já conhecido de muita gente: a ausência de vínculos com a memória coletiva.

Eric Hobsbawn, em seu livro “Era dos Extremos”, já indicava o processo de imediatismo existente nas novas gerações e que elas não conseguiam se reconhecer como seres históricos e nem como resultado de um processo histórico. Uma juventude que ignora o passado, não se define no presente e se frustra por não conseguir projetar futuros possíveis.

O olhar para trás está se tornando cada vez mais importante.


Nas visitas aos museus que fiz até agora, percebo que eles não são apenas locais de objetos antigos, retratos e pinturas velhas. São locais de meditação sobre si mesmo. Locais onde você repensa sobre seu lugar dentro de tudo o que foi feito até agora, um olhar para a diversidade humana e enxergar o conjunto único de coisas tão diferentes.


Por isso que os museus, “Os templos das musas”, se tornam tão importantes nos dias de hoje. Locais de rememoração de um passado coletivo, de uma produção técnica, histórica, artística e cultural que busca proporcionar um reconhecimento de um lugar comum a todos na identidade coletiva. Um local de rememoração de quem somos e mais importante que isso, um local de inspiração.

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O MELHOR DOS ANOS 80


O nome Falcon ou Fofolete tem significado para você? Você ficou repetindo várias vezes que preferia quando Bumblebee era um fusca amarelo e não um Camaro super esportivo? Você assistiu Armação Ilimitada e viu Raul Seixas vestido de carimbador maluco?

Se você se reconheceu nas perguntas acima é por que você também é um filho dos anos 80. Não vou gastar tempo exaltando a época. Quem viveu sabe bem o que eu estou dizendo.  Achei um blog fantástico com várias postagens sobre o período que me fizeram dar muita risada e a nostalgia rolou solta.

O Blog 80 anos incríveis, de Alyne Lauper, traz uma série de textos que resumem bem o período.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Julian Assange fala sobre o Wikileaks

Julian Assanje no TED. A fala dele sobre os jornalistas é ótima. A entrevista ocorreu em Londres no meio desse ano. É possivel selecionar a legenda em português no vídeo abaixo.



Sabe o que me chama mais atenção? O presidente Lula teve uma fala imensa sobre a censura à imprensa que o Wikileaks vem sofrendo por todos os lados. Defendendo a liberdade e o direito do público em saber sobre os conteúdos e as coisas que acontecem dentro desses documentos... Mas eu não me lembro dele vir defender a liberdade de imprensa e expressão do jornal O Estado de São Paulo por dizer a verdade sobre as relações da familia Sarney  com a operação  da Policia Federal Boi Barrica.

E desde que o embargo foi feito pelo Judiciário (pelo Desembargador Dácio Vieira, amigo intimo do Clã Sarney), as publicações do jornal estiveram sob censura por todo esse tempo (e ainda continua?!?!?!).

Dois pesos e duas medidas?