E NÃO SE ESQUEÇA: FIQUE BEM. FIQUE EM CASA.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
quinta-feira, 9 de abril de 2020
AOS MEUS ALUNOS DO SPARAPAN
Há muito tempo eu não colocava postagens nesse blog que normalmente servia para trazer textos, artigos e atividades, em uma época que as coisas pareciam incrivelmente mais simples e distantes do que o mundo que está posto agora.
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| Bandeiras estendidas nas varandas em luto |
Estou juntando um material para conversarmos sobre nossos conteúdos, sobre os acontecimentos mais recentes e formas de discutirmos todos esses assuntos e tornar essa experiência o mais rica possível.
Espero que todos estejam bem, não saiam de casa (caso possam), se cuidem. Todo cuidado é pouco. Fique em casa.
Em tempos de crise mundial, temos que exercitar um olhar mais humano para todos. Nos adaptar as realidades possíveis e fornecer aquilo que possuímos de melhor.
Junto com a plataforma Google Sala de Aula, vou colocar atividades, textos e vídeo aulas e artigos sobre os acontecimentos mais recentes para podermos dar continuidade em nosso aprendizado.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
MORRE JACQUES LE GOFF
Andrei Netto - Paris - O Estado de S.Paulo
Uma das maiores autoridades mundiais em Idade Média, o
historiador francês Jacques Le Goff, faleceu na segunda-feira, aos 90 anos,
informou ontem a sua família. Autor de mais de 40 livros, entre os quais Uma
Longa Idade Média (2004), Le Goff foi escolhido onze vezes doutor honoris
causa na Europa e no Oriente Médio por ter se tornado uma referência
incontornável em seu domínio de estudos. Daqui para a frente, ele próprio fará
parte da História.
Nos últimos anos de sua vida, embora sua saúde se degenerasse, continuava ativo e lúcido, trabalhando em seu escritório, sempre cercado de milhares de livros. Entre fontes bibliográficas e documentos que compunham seu espaço de trabalho, Le Goff parecia seguir à risca uma constatação de Marc Bloch que se tornara célebre: “O bom historiador é como o ogro da lenda. Onde ele cheira a carne humana, ele sabe que lá está o seu jogo”.
Caçando lendas, Le Goff, fundamentou sua grande linha de pensamento: a de que a Idade Média não fora uma era de obscurantismo, como se imagina. Essa revolução quebrou a lógica moderna, que ao longo dos séculos transformara o termo “medieval” em um adjetivo pejorativo.
Romper com essa linha de pensamento foi possível a partir dos anos 1920, quando a célebre Escola dos Annales, o movimento liderado por Lucien Febvre e Marc Bloch, passou a adotar métodos pluridisciplinares na pesquisa historiográfica. Le Goff, ao lado de outro francês, Pierre Nora, foi responsável pela “terceira onda” dessa escola, lançando nos anos 1970 a chamada Nova História. Essa corrente amplificou os horizontes da disciplina, focando sua atenção no imaginário, na “história das mentalidades” – ou seja, na forma de pensar, de agir, de viver, individual e coletiva, de cada tempo e sociedade.
O historiador, a partir de então, renovou seu papel, buscando inspiração na antropologia para fundamentar interpretações e análises mais vastas, o que lhe permitiu romper clichês. Como o holandês Johan Huizinga o fizera no início do século 20, Le Goff viu na Idade Média muito mais do que doenças, miséria, ódio, guerras e opressão – como sugeriu o poeta italiano Francesco Petrarca, ainda no século 14, ou o fizeram humanistas do século 16 e filósofos do 18. Ser medieval, sustentou Le Goff ao longo de sua obra, também foi sinônimo de alegria, de idealismo, de arte e de amor.
Essa visão da história foi deixada pelo francês em livros como A Civilização do Ocidente Medieval (1964), O Nascimento do Purgatório (1981) e O Imaginário Medieval (1985). Nestes e em outros livros, sua mais importante contribuição foi a consistência e a profundidade com que desmistificou a Idade Média, desenvolvendo uma análise relativista sobre o período, que incluiu revoluções sociais e intelectuais pouco conhecidas ou menosprezadas nos nossos dias.
“Eu fui voluntariamente provocador ao falar de uma longa Idade Média que se prolongou até o século 18. Continuo a pensar que há uma certa verdade na ideia de que a Idade Média vai até o fim do século 18, se observamos aspectos essenciais, como a fome, as pestes, a indústria – a economia capitalista do século 18 é uma grande virada”, disse Le Goff em entrevista ao Estado em outubro de 2010. “Mas, mesmo que consideremos que o fim da Idade Média acontece no fim do século 15, ela não era decadente, não era triste, mas sim soberba, até exagerada.”
Le Goff viveu até seus últimos dias em um apartamento de classe média no 19º distrito de Paris, nordeste da cidade, onde se situam os antigos bairros operários da capital, ainda hoje mais populares. Tratava-se, reconheceu ele, de um sinal de seu engajamento político – o historiador se considerava um “moderado de esquerda”.
Em uma segunda entrevista ao Estado, o historiador revelou também uma refinada capacidade de análise sobre a realidade contemporânea internacional. Sobre a crise financeira global, por exemplo, afirmou: “O sistema capitalista está em um estado de decomposição e de esclerose. O sistema socioeconômico, que já podíamos não amar, cedeu seu lugar a uma dominação dos bancos – no mundo inteiro e inclusive nos Estados Unidos. Essa dominação é quase um gangsterismo financeiro”.
Na mesma entrevista, demonstrou que chegara ao final de sua vida com um quê de decepção: “Tenho 86 anos, e o que marca meu espírito é a desesperança, porque vejo perspectiva de melhora enquanto for vivo”.
Nos últimos anos de sua vida, embora sua saúde se degenerasse, continuava ativo e lúcido, trabalhando em seu escritório, sempre cercado de milhares de livros. Entre fontes bibliográficas e documentos que compunham seu espaço de trabalho, Le Goff parecia seguir à risca uma constatação de Marc Bloch que se tornara célebre: “O bom historiador é como o ogro da lenda. Onde ele cheira a carne humana, ele sabe que lá está o seu jogo”.
Caçando lendas, Le Goff, fundamentou sua grande linha de pensamento: a de que a Idade Média não fora uma era de obscurantismo, como se imagina. Essa revolução quebrou a lógica moderna, que ao longo dos séculos transformara o termo “medieval” em um adjetivo pejorativo.
Romper com essa linha de pensamento foi possível a partir dos anos 1920, quando a célebre Escola dos Annales, o movimento liderado por Lucien Febvre e Marc Bloch, passou a adotar métodos pluridisciplinares na pesquisa historiográfica. Le Goff, ao lado de outro francês, Pierre Nora, foi responsável pela “terceira onda” dessa escola, lançando nos anos 1970 a chamada Nova História. Essa corrente amplificou os horizontes da disciplina, focando sua atenção no imaginário, na “história das mentalidades” – ou seja, na forma de pensar, de agir, de viver, individual e coletiva, de cada tempo e sociedade.
O historiador, a partir de então, renovou seu papel, buscando inspiração na antropologia para fundamentar interpretações e análises mais vastas, o que lhe permitiu romper clichês. Como o holandês Johan Huizinga o fizera no início do século 20, Le Goff viu na Idade Média muito mais do que doenças, miséria, ódio, guerras e opressão – como sugeriu o poeta italiano Francesco Petrarca, ainda no século 14, ou o fizeram humanistas do século 16 e filósofos do 18. Ser medieval, sustentou Le Goff ao longo de sua obra, também foi sinônimo de alegria, de idealismo, de arte e de amor.
Essa visão da história foi deixada pelo francês em livros como A Civilização do Ocidente Medieval (1964), O Nascimento do Purgatório (1981) e O Imaginário Medieval (1985). Nestes e em outros livros, sua mais importante contribuição foi a consistência e a profundidade com que desmistificou a Idade Média, desenvolvendo uma análise relativista sobre o período, que incluiu revoluções sociais e intelectuais pouco conhecidas ou menosprezadas nos nossos dias.
“Eu fui voluntariamente provocador ao falar de uma longa Idade Média que se prolongou até o século 18. Continuo a pensar que há uma certa verdade na ideia de que a Idade Média vai até o fim do século 18, se observamos aspectos essenciais, como a fome, as pestes, a indústria – a economia capitalista do século 18 é uma grande virada”, disse Le Goff em entrevista ao Estado em outubro de 2010. “Mas, mesmo que consideremos que o fim da Idade Média acontece no fim do século 15, ela não era decadente, não era triste, mas sim soberba, até exagerada.”
Le Goff viveu até seus últimos dias em um apartamento de classe média no 19º distrito de Paris, nordeste da cidade, onde se situam os antigos bairros operários da capital, ainda hoje mais populares. Tratava-se, reconheceu ele, de um sinal de seu engajamento político – o historiador se considerava um “moderado de esquerda”.
Em uma segunda entrevista ao Estado, o historiador revelou também uma refinada capacidade de análise sobre a realidade contemporânea internacional. Sobre a crise financeira global, por exemplo, afirmou: “O sistema capitalista está em um estado de decomposição e de esclerose. O sistema socioeconômico, que já podíamos não amar, cedeu seu lugar a uma dominação dos bancos – no mundo inteiro e inclusive nos Estados Unidos. Essa dominação é quase um gangsterismo financeiro”.
Na mesma entrevista, demonstrou que chegara ao final de sua vida com um quê de decepção: “Tenho 86 anos, e o que marca meu espírito é a desesperança, porque vejo perspectiva de melhora enquanto for vivo”.
Via Estado de São Paulo
sábado, 8 de março de 2014
FILME: O HOMEM DA TERRA
Essa foi a indicação de um grande amigo. Acho que vale um momento de reflexão.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Uma
pesquisadora da Universidade de Oxford tem razões para acreditar que tudo o que
se sabia sobre uma das sete maravilhas do mundo pode ser o resultado de um
grande engano. A Dra. Stephanie Dalley afirma que as especulações arqueológias
sobre Jardins Suspensos da Babilônia estavam procurando no “lugar errado,
com o monarca errado e no tempo errado”.
Os
estudos da Dra. Dalley apontam que a construção dos jardins, até então
atribuídas aos Babilônios, sob os auspícios de Nabucodonosor, teriam sido, na
verdade, obra dos assírios e seu rei Sennacheribe, há 2.700 anos. Responsável
por mais de 20 anos de pesquisa sobre o assunto, Dalley é uma autoridade
mundial na interpretação de escrituras em cuneiforme.
“As
transcrições falam que os jardins ficavam Ninevah. Mas a cidade está tão longe
da Babilônia que poucos davam importância ao fato”, explica a Dra. Dalley. “Os
assírios conquistaram o território dos babilônios, e a sua capital ganhou o
nome de Nova Babilônia. Foi isso que gerou a confusão por tanto tempo”.
Dallei
afirma ainda ter identificado o local exato onde os Jardins Suspensos da
Babilônia teriam sido construídos. A área, um dos lugares mais perigosos do
planeta na atualidade, fica na região do norte do Iraque.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
A ORIGEM DA HUMANIDADE - A EVA GENÉTICA
Boa noite a todos.
Como prometido, estou colocando os documentários da Eva genética para vocês assisti-lo na integra.
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