domingo, 20 de março de 2011

Bulling: O caso de Casey Heynes

Eu havia comentado com minha colega Leika sobre esse vídeo do menino que estava sofrendo Bulling na escola e revidou o golpe de seus agressores. Infelizmente sabemos que esse tipo de agressão é comum em qualquer lugar do mundo.

O que esse menino não esperava era se tornar um herói na WEB contra o bulling. Não vou ser hipócrita: adorei o som do valentão se arrebentando no chão.

Abaixo o vídeo filmado pelos seus agressores:

E essa é a entrevista concedida por ele a uma rede local:

Vi no Sedentário

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domingo, 13 de março de 2011

A ESCOLA NUMA ÁREA METROPOLITANA

Esse livro foi uma indicação do professor Romualdo Portela da FEUSP para a produção de uma análise com relação ao estágio de Coordenação Pedagógica.

O livro relata um estudo realizado durante os últimos anos da década de 50 pelo Profº Luiz Pereira, publicado pela Livraria Pioneira Editora em 1967. Livro um pouco difícil de achar, é necessário um pouco de sola de sapato para ir aos sebos e coragem para mexer nas estantes empoeiradas.

Caso você tenha passado por essa via sacra, você vai encontrar uma análise minuciosa sobre a formação e o funcionamento de uma escola primária na periferia de Santo André, no auge da imigração nordestina para a Região da grande São Paulo, o surgimento dos bairros operários.

O que chama a atenção no livro é a forma como o autor destrincha as diversas relações existentes entre a escola e as regiões em que ela serve e os microcosmos das relações sociais existentes naquilo que o autor denomina como “empresa escolar”.

Mais impressionante é a atualidade dos problemas educacionais apontados pelo Profº Luiz Pereira. Apesar do estudo ter sido realizado entre 1958 e 1959, ainda hoje é perceptível os apontamentos das falhas no sistema educacional brasileiro postas por ele.

Fica a dica.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

ETIQUETAS PSICOLÓGICAS DE DISTURBIOS INVENTADOS

Eu já havia notado essa tendência de professores em geral. Existe uma mania perniciosa de nossa categoria em justificar nossas falhas em lidar com a diversidade de nossos alunos, colocando rótulos e criando estereótipos no grupo discente, impedindo o desenvolvimento de suas habilidades e buscando explicações para a "desistência e resistência" docente no trato dos jovens e das crianças em sala de aula.

O video só mostra que esse é um problema mais comum do que eu imaginava.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

GRUPO DE ESTUDO - FOCAULT



A Professora Fabiana Jardim, do departamento de Sociologia da Educação da Faculdade de Educação da USP esta abrindo grupo de Estudo sobre Michel de Foucalt.

O grupo de estudos vai funcionar quinzenalmente, às 4ªs, das 18h às 19h30, no Bloco A, sala 106.
Este semestre, irão ocorrer oito sessões:
Março: 16 e 30
Abril: 13 e 27
Maio: 11 e 25
Junho: 8 e 22

Na próxima sessão, no dia 16/3, há dois textos para a discussão: "O sujeito e o poder" [1982] e o verbete Foucault [1984]. Ambos estarão disponiveis na xerox da Faculdade a partir de 6ª feira. Nessa sessão, escolheremos um dos cursos do Foucault para lermos ao longo do semestre - avaliamos que assim nem faremos discussões fragmentadas e nem enfrentaremos desde já a dura tarefa de ler todo um livro.

Para aqueles que não possam comparecer as quartas feiras, haverá a formação de uma turma as quintas feiras, mesmo horário, em semanas consecutivas as datas marcadas.

Qualquer dúvida ou informação, é só entrar em contato.
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SÁBADO RESISTENTE

Movimento estudantil de 1977 e a luta pela redemocratização
A retomada da luta nas ruas contra a ditadura militar aconteceu em vários estados do país a partir de 1977. Em São Paulo, as passeatas desafiavam o regime e exigiam a reconstrução da União Nacional de Estudantes - UNE. Neste contexto, o coronel Erasmo Dias, Secretário da Segurança do Estado na época, e, portanto, o representante do regime militar no Estado, foi o artífice da invasão à Pontifícia Universidade Católica - PUC no mês de setembro daquele ano. Este incidente serviu como o estopim do início do novo Movimento Estudantil, reforçando a resistência da sociedade contra o regime militar. Assistiremos ao documentário de 30 minutos chamado “Não se cala a consciência de um Povo”, produzido pelo setor de Comunicação da PUC, e ouviremos as experiências de representantes da liderança estudantil da época.    


PROGRAMAÇÃO

14h: Boas-Vindas – Kátia Felipini (Coordenadora - Memorial da Resistência de São Paulo)
Coordenação – Maurice Politi (Núcleo de Preservação da Memória Política/Fórum Permanente de ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo)

14h30: Exibição do documentário “Não se cala a consciência de um povo” (30 min)

15h: Palestras e debate
 – Vera Paiva (Líder estudantil no ano de 1977, professora do Departamento de Psicologia Social da USP e coordenadora do NEPAIDS/USP – Núcleo de Estudos para a prevenção da AIDS)

– Paulo Moreira Leite (Líder estudantil no ano de 1977, jornalista desde os 17 anos, Editor da revista Época. Foi diretor de redação da revista Época e do jornal Diário de São Paulo, redator- chefe da Veja, correspondente em Paris e Washington).

 Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Núcleo de Preservação da Memória Política e pelo Memorial da Resistência de São Paulo, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

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Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz – Auditório Vitae – 5º andar
12 de março de 2011, das 14h às 17h30
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cena de atropelamento em passeata no Rio Grande do Sul


Massa Critica é um movimento que prega a utilização de bicicletas como forma de transporte ecologicamente correto. A manifestação havia sido na sexta feira quando o motorista do Golf preto acelera e atropela vários ciclistas.
 .
O mais trágico e a policia tentar trabalhar na hipótese que os atropelamentos não foram intencionais. O Dono do carro já foi identificado, Ricardo José Neif, porém esta foragido.

As cenas são fortes.



Via Não Salvo
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Limite da Ética - A Sombra de Kevin Carter

Existem certas discussões que me incomodam. Eu vi o vídeo abaixo falando sobre o limite ético entre a ajuda a quem precisa e a omissão pela foto. Eu não consigo compreender esse tipo de discussão. Uma foto pode mobilizar grandes mudanças? Uma imagem pode contribuir para se alterar uma realidade? Uma foto vale a vida de uma pessoa?

Apesar de ser um curta o vídeo acima ele me fez lembrar a história de Kevin Carter que tirou a foto de uma menina faminta morrendo de fome e com um urubu a espera. Será que nada o motivou a pegar a menina e tentar salvar sua vida? A foto ganhou um Prêmio Pulitzer. O que essa foto ajudou a mudar a realidade dessas pessoas? Valeu o sacrifício?

Existe uma série de ressalvas quando se trabalha como foto jornalista em áreas de risco. A necessidade de se registrar os acontecimentos pode influenciar decisões políticas e comover toda uma sociedade em prol de uma mudança necessária. Mas qual é o limite entre o registro e a omissão? Kevin Carter não conseguiu segurar o peso desse dilema.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Memorial da Resistência


Eu estava vendo uma palestra no Fórum Mundial de Educação, realizado em 2004 no Anhembi quando ouvi essa história pela primeira vez. Não me lembro do nome do palestrante, mas suas palavras nunca mais me deixaram. Foram mais ou menos assim.

“Eu estava lá quando Frei Tito havia sido preso. Eu me lembro do policial que o interrogara dando uma dura nele. Era possível ouvir seus gritos e lamurias da cela onde nós estávamos. Quando o chefe da carceragem chegou querendo dar uma lição de moral em Tito. ‘Como o senhor, um homem de Deus, um padre, pode tentar o suicídio? Mais do que todos os outros você sabe que suicídio é um pecado grave. ’ Em uma breve pausa e um respirar profundo, ele responde ‘Não estava tentando tirar minha vida por não agüentar a dor. Estava tentando tirar minha vida por temer pela vida de meus companheiros. Pois se eu perder a lucidez durante esse martírio e disser seus nomes, eu sei que eles vão morrer aqui nesse lugar.”

Era com a voz sofrida e digna que o palestrante contava sobre esses fatos de um passado que não podíamos deixar de lado. Lembro que o próprio Frei Beto se encontrava na mesa dos palestrantes e a emoção contagiava.

Visitar o memorial da resistência recria grande parte dessas emoções e sensações. Antigo local de prisão do DEOPS durante a ditadura militar na década de 60 (e também pelas torturas sofridas por centenas de pessoas que lutaram bravamente contra o regime militar), hoje o espaço abriga uma exposição sobre os anos de chumbo da política brasileira, com direito a palestras e debates que contam à história que muitos tentam calar.

Parada obrigatória para todos que hoje podem expressar livremente suas idéias sem terem medo de ser presos pelas coisas que acreditam.

Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz


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